3º Ciclo de Tertúlias na Biotecnologia

Das 18:30 às 19:30 na sala AF202 da Escola Superior de Biotecnologia da Católica *
Estão disponíveis certificados de presença - Entrada livre e gratuita
Descarregue e divulgue o poster desta iniciativa!

A Escola Superior de Biotecnologia oferece a oportunidade de explorar temáticas de interesse alargado a quem gosta de se enriquecer no debate inteligente e aberto. Estes são momentos para formação e reflexão, em contacto com especialistas que se associam à dinâmica de relação da ESB com a comunidade. A entrada é livre, sem inscrição prévia, e todo o público é bem-vindo.

9 de abril de 2014 - Ary Ferreira da Cunha | Aluno de Doutoramento da Universidade do Porto 
Como chegar a campeão mundial de debates universitários

Quando em 2008 me sentei com alguns amigos para criar uma sociedade de debates na Faculdade de Direito da Universidade do Porto, não esperaria chegar a campeão do mundo de debates universitários, ou pelo caminho ter viajado a uma mão cheia de países para debater e feito tantos bons amigos. A história que me levou a vencer a final do campeonato do mundo em Berlim é uma pequena grande aventura, feita de muitos avanços, mas também de recuos e obstáculos, em que a dimensão pessoal se cruza constantemente com o esforço coletivo para afirmar um movimento de debate competitivo em Portugal.

 

29 de abril de 2014 - Rosalvo Almeida | Médico neurologista aposentado e autor do livro "Crónicas da Epilepsia"
Acabar bem a vida: Pensar o Testamento Vital e a Morte Assistida

Apresentam-se a linhas gerais da Lei nº 25/2012 relativa às diretivas antecipadas de vontade, apontando as suas principais caraterísticas e vantagens, assim como alguns defeitos. Dá-se conta dos Pareceres nº 59/2010 e 69/2012 do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida. Mostra-se um modelo para formulário opcional e critica-se o atraso na criação do registo nacional eletrónico. Tenta-se uma explanação simplificada das quatro situações típicas do fim de vida, traduzidas nas expressões: "Matem-me!", "Deixem-me morrer!", "Matar por compaixão!", "Suspender futilidades!". Discorre-se sobre o conceito de duplo-efeito, ou seja, as condições em que uma ação com bons e maus resultados seja moralmente permissível.

 

15 de maio de 2014 - Hélder Muteia | Representante da FAO em Portugal    
Alimentação e resiliência

A dura realidade que enfrentamos hoje é a seguinte: cerca de 842 milhões de pessoas passam fome no mundo. Ou seja, uma em cada oito pessoas encontra-se em situação de fome crónica, sem acesso a alimentos suficientes para ter uma vida saudável e ativa. Além disso, uma em cada quatro crianças com menos de cinco anos tem baixa estatura para a sua idade. 165 milhões de crianças estão tão desnutridas que nunca atingirão todo o seu potencial físico e intelectual. Ao mesmo tempo, cerca de 2 bilhões de pessoas não dispõem das vitaminas e minerais essenciais para uma vida saudável. A fome também divide as pessoas e as nações. Apesar dos progressos alcançados a nível mundial no combate á fome, persistem ainda diferenças significativas entre regiões do mundo. 98% das vítimas da fome encontram-se nos países em vias de desenvolvimento, sendo as regiões da África subsariana e do sul da Ásia as mais afetadas. Na África subsaariana o drama é ainda mais desolador: 1 em cada 4 pessoas está encurralada nesse ciclo vicioso de pobreza absoluta e desnutrição crónica.  A explosão demográfica ameaça complicar ainda mais a equação. A população mundial atual é de cerca de 7 mil milhões de pessoas, e projeta-se que em 2050 a cifra atinja 9 mil milhões. Naturalmente que a procura por alimentos vai aumentar. Estima-se que, para satisfazê-la, a produção alimentar tenha que crescer em pelo menos 70%. Grande parte deste aumento deve advir do aumento da produtividade. Apenas uma pequena percentagem resultará da expansão das áreas cultivadas. E temos o desafio da sustentabilidade ambiental e das alterações climáticas. Os atuais padrões de consumo e de produção ameaçam a destruição da base de recursos que sustentam a vida no planeta.
A agricultura utiliza 70% da água e é também responsável pela sua contaminação com agroquímicos; participa no desmatamento e destruição de alguns nichos ecológicos; e também é responsável por 14 a 20% das emissões de gases com efeito de estufa. Os elevados preços internacionais dos alimentos, bem como a sua volatilidade, empurram milhões de pessoas para a pobreza e a fome. O custo dos produtos básicos mantém-se elevado em muitos países em desenvolvimento, tornando a vida difícil para as pessoas mais pobres do mundo, que gastam entre 60 a 80% dos seus rendimentos em alimentação, e estão, por isso, vulneráveis aos choques. No entanto, o mundo tem os recursos e a tecnologia para erradicar a fome e garantir a segurança alimentar de todos, apesar de tantos desafios. A agricultura tem um papel a cumprir, não apenas o de produzir mais e melhor para satisfazer a crescente procura, mas também o de preservar a base de recursos que sustenta a vida no planeta: os solos, a água, a floresta e a fauna. A agricultura também pode contribuir para uma melhor sustentabilidade económica e social, se investimentos apropriados forem feitos na agricultura familiar. Apoiando os pequenos agricultores, podemos resolver dois problemas ao mesmo tempo: o aumento da disponibilidade de alimentos e também a redução da pobreza já que as pessoas passarão a contar com rendimentos acrescidos. Basta que a vontade política prevaleça, que um novo regime institucional seja estabelecido, privilegiando políticas públicas inclusivas, acesso a terras, água, tecnologias, mercados e crédito para os pequenos produtores e que as mulheres tenham igualdade de direitos e oportunidades.

 

21 de maio de 2014 - Paula Veloso | Nutricionista, escritora
Dietas sem dieta

Se fosse fácil emagrecer, provavelmente ninguém seria gordo. Porque comer é, sem dúvida, um enorme prazer... Paula Veloso explica os passos básicos para emagrecer saudavelmente e as dicas que permitem fazê-lo com satisfação. Bom apetite!

 

27 de maio de 2014 - Eduardo Luís Cardoso | Coordenador, Programa de Empreendedorismo da Católica Porto  
Empreendedorismo para cientistas

Os cientistas têm vindo a estar sob crescente pressão para contribuírem de forma mais explícita para a criação de valor económico para a sociedade. O empreendedorismo tem sido identificado como uma das vias para concretizar uma valorização de conhecimento geradora de impactos sociais relevantes. Procuraremos identificar aproximações a esta forma de expressão das capacidades dos cientistas que são viáveis e podem ser consideradas com interesse pela comunidade científica, desde cedo nos programas e planos de investigação, ou nas fases de exploração de resultados. Não deixaremos de contribuir para identificar dificuldades que a via do empreendedorismo pode colocar na perspetiva dos cientistas e da produção de conhecimento.

 


* - Veja aqui como chegar

Para mais informações contactar escolas@esb.ucp.pt

 

Edições Anteriores:

Ir para a página atual das Tertúlias

 

Partilhe/Share