Ajudar as árvores que ajudam as cidades

 

As árvores são de extrema importância para o bem estar urbano. No entanto elas enfrentam grandes desafios, tais como espaço limitado para crescimento, compactação do solo e flutuação entre alagamento e seca, entre muitos outros. Será possível, apesar de tudo, apoiar o seu crescimento e desenvolvimento equilibrados? O projeto URBANMYCOSERVE pretende responder a esta pergunta começando pelo princípio: as raízes das árvores e os fungos de que elas podem tirar partido com benefício mútuo.

 

Avenida das Tílias
Jardins do Palácio de Cristal (Porto)

Fruto de uma parceria multidisciplinar, o URBANMYCOSERVE (Gestão de comunidades de fungos ectomicorrízicos na promoção de serviços do ecossistema fornecidos por árvores em contexto urbano) foi aprovado pelo programa europeu BiodivERsA3 2015 e teve a sua reunião de lançamento no passado dia 6 de Março de 2017, em Lovaina (Bélgica). Os seus objetivos incluem:

- compreender os fatores ambientais que determinam a comunidade de fungos que se associa com as raízes das árvores urbanas;

- determinar qual o impacto dessas comunidades na sobrevivência das árvores e no provisionamento de serviços do ecossistema, tais como a melhoria da qualidade do ar, redução da poluição sonora e diminuição do nível de carbono atmosférico, entre outros;

- testar a eficiência da introdução destes fungos em árvores urbanas adultas menos saudáveis.

 

Micorrizas em árvores florestais

A experiência da ESB neste campo e a parceria criada com instituições internacionais de renome vão permitir um avanço significativo nas tecnologias de apoio às árvores das cidades. Os trabalhos vão durar 36 meses, com um financiamento total de 947.216 mil Euros. A parceria integra, além da ESB:

- o Departamento de Biologia, PC&PB e Departamento da Terra e Ciências Ambientais, Divisão FNL, RS&TE, da Universidade Católica de Lovaina;
- o Departamento de Ambiente e Agronomia do INRA, UMR 547 PIAF (Universidade INRA-Clermont);
- e o Laboratório de Ciências da Engenharia, Informática e Imagem da Universidade de Estrasburgo.

 

Plantas micorrizadas em viveiro

Em Portugal o projeto, que é coordenado pela Prof. Doutora Paula Castro da ESB, conta ainda com o apoio de entidades de relevo como a Câmara Municipal do Porto, Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE.Porto), Forestis e Mycotrend.