Cresce o interesse científico pelo Espargo-do-mar

Na rede social internacional para cientistas ResearchGate (RG), um artigo, da autoria de investigadores do Centro de Biotecnologia e Química Fina (CBQF), sobre a planta Salicornia foi alvo de 1000 leituras na segunda semana de maio de 2018, tornando-se o trabalho de todo o CBQF e toda a Universidade Católica Portuguesa mais lido nesse período pelos membros do RG.

O artigo em questão, Raposo, M.F.J., Morais, R.M.S.C., Morais, A.M.M.B. (2009) Controlled atmosphere storage for preservation of Salicornia ramosissima. International Journal of Postharvest Technology and Innovation. 1(4): 394-403, doi: 10.1504/IJPTI.2009.030688, pode ser descarregado nesta ligação.

O trabalho focado pelo artigo, desenvolvido no CBQF e coordenado pelos Professores Alcina Bernardo e Rui Morais, permitiu concluir que a atmosfera controlada de 3% O2 + 10% CO2 foi a melhor, de entre outras testadas, para conservar a vitamina C da Salicornia ramosíssima, mantendo a segurança alimentar e a qualidade sensorial durante três semanas a 4°C.

A Salicornia é uma planta halófita, comummente conhecida como espargo-do-mar, e cresce em zonas de salina e de sapal (nomeadamente em Portugal). Ela é rica em compostos bioativos, entre os quais vitaminas e iodo, e pode ser utilizada como um subsituto do sal e como alimento gourmet em saladas, pickles, ou ainda para aromatizar azeite.

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