Nanoparticulas como alternativa para combater microrganismos multiresistentes

Figura 1 - Nanoparticulas de quitosano em contato com células bacterianas. Setas vermelhas representam células intactas, setas azuis representam células afetadas por nanoparticulas. Imagem adaptada de Madureira et al. (2015) Journal of Food Engineering 167 (B): 210-216

 

A disseminação da resistência bacteriana a antibióticos provocou um aumento da necessidade em encontrar soluções alternativas. Os antimicrobianos naturais apresentam-se como sendo uma possibilidade promissora, cuja eficácia pode ser melhorada recorrendo à utilização de soluções tecnológicas passíveis de potenciar o seu efeito. Um exemplo são as nanopartículas, partículas cujo tamanho se situa entre 1 e 1000 nanometros e que são atualmente aplicadas em vários campos diferentes como a medicina, a física e a electrónica.

No trabalho realizado pelo grupo de Bioprodutos e Bioativos (equipa: Eduardo Costa, Sara Silva, Sandra Vicente, Cláudia Neto, Pedro Castro, Mariana Veiga, Raquel Madureira, Freni Tavaria e Manuela Pintado) foi avaliada a capacidade de nanoparticulas de quitosana (um polissacarídeo natural) em inibir o crescimento de várias estirpes de Staphylococcus resistentes a antibióticos associados com a pele.

Os resultados obtidos demonstraram que as nanoparticulas de quitosana foram eficazes em inibir o crescimento das várias bactérias multiresistentes testadas e em impedir a colonização de superficies pelos mesmos.

Este estudo é de grande importância para várias indústrias, incluindo a médica e a cosmética, pois demonstra o potencial da utilização de tecnologias nano para melhorar e potenciar a atividade biológica de compostos naturais.

O paper intitulado “Chitosan nanoparticles as alternative anti-staphylococci agents: Bactericidal, antibiofilm and antiadhesive effects” pode ser encontrado aqui.

Agosto 2018

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