Agenda 21 Local ainda tem muito para crescer

26 das 308 autarquias nacionais apostaram nos processos de sustentabilidade instituídos pela Cimeira do Rio há 20 anos atrás

Na sequência da Cimeira das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento (RIO+20) no Rio de Janeiro, a Escola Superior de Biotecnologia da Católica Porto apresenta um estudo que analisa a implementação do processo de Agenda 21 Local em Portugal. Desde 1992, data em que a Cimeira do Rio instituiu a aposta na sustentabilidade municipal, - e num universo de 308 autarquias portuguesas - foram lançados, até 2011, apenas 167 processos de Agenda 21 Local.

Recorde-se que a conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente e desenvolvimento, decorrida há duas décadas atrás no Rio de Janeiro, reconheceu que o poder local possui as competências e recursos necessários para pôr em marcha dois terços das medidas necessárias para que o mundo seja mais sustentável. Arrancou, nessa altura, o processo designado de Agenda 21 Local, no âmbito do qual cada autarquia ficou encarregue de iniciar um trabalho conjunto com os cidadãos.

Actualmente, seria de esperar a existência de mais de uma centena de casos na sua fase de implementação, monitorização e avaliação, e na realidade apenas 26 estão nessas condições. Os municípios investiram, inicialmente, tempo e recursos em informar, estimular a participação dos seus cidadãos, preparar diagnósticos de estado, bem como em desenhar iniciativas para serem mais sustentáveis. No entanto, o processo não chegou a concretizar-se.

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