Os jovens, a cidadania e a sustentabilidade ecológica

 

"...podemos agir e fazer a diferença na nossa comunidade e alertar todas
as pessoas para a urgente tomada de consciência sobre o impacto que
os seus hábitos provocam no ambiente."
Catarina, Ecoclubinos

O projeto "Jovens, Ambiente e Cidadania" foi desenvolvido pela ESB e coordenado pela Dra Sónia Vieira ao longo dos últimos anos com o objetivo de promover a sensibilização ambiental e a capacidade de auto-mobilização de crianças e jovens. Na prática foi potenciada a criação de diversos ecoclubes, que são organizações informais auto-geridas (normalmente com o apoio de um facilitador) e viradas para a intervenção na sua comunidade. O objetivo final é alterar comportamentos e gerar mudanças positivas para todos, sobretudo ao nível do ambiente mas sem descurar também diversas questões de saúde.

Os ecoclubes não são de agora: nasceram na Argentina, em 1992, com um grupo de colegas de escola que decidiu começar a fomentar a reciclagem junto da população, e têm vindo a espalhar-se progressivamente pelo mundo.  Atualmente já existem mais de 550 ecoclubes que envolvem cerca de 12 mil jovens em 28 países. Em Portugal o primeiro ecoclube nasceu em 2004 em Mindelo (uma freguesia de Vila do Conde).

O projeto da ESB centrou-se nos temas da água, resíduos e floresta para fortalecer os ecoclubes existentes, criar novos e ancorá-los firmemente nas suas comunidades através de parcerias e outras atividades conjuntas. Estima-se que ao todo o projeto tenha tocado aproximadamente 14 700 pessoas, 130 parceiros e 40 escolas. Durante o projeto foram criados onze novos ecoclubes (com um total de 209 jovens), todos na zona Norte. Um dos filmes criados pelo projeto pode ser visto no Youtube.

A metodologia do projeto foi essencialmente participativa, em que na escuta do outro e na troca de experiências se constroem as ideias e as ações. Além desta abordagem típica da educação não formal abraçou-se igualmente a educação informal, que decorre de processos espontâneos não planeados - é fácil de imaginar a troca de ideias e experiências entre os jovens e a comunidade durante uma caminhada ou uma limpeza da margem de um rio.

Em concreto foram (co-)organizadas dezenas de atividades, desde festivais temáticos a exposições e acampamentos, desde encontros e visitas a demonstrações e concursos. A formação estruturada também permeou essas inciativas.

Não é simples medir o impacto do projeto nos destinatários das ações, mas a perseverança dos vários ecoclubes para lá dos limites do projeto é um sintoma de sucesso. Espera-se que continuarem a incubar cidadãos ativos, democráticos, mobilizadores, conscientes dos desafios do seu entorno e atentos ao imperativo ecológico.

O trabalho foi financiado no âmbito do Programa ON.2 do QREN (NORTE-03-0131-FEDER-000071) e contou com a colaboração da rede Nacional dos Ecoclubes (consubstanciada na parceria com a Organização para a Promoção dos Ecoclubes), a Autoridade Florestal Nacional, a LIPOR e o Instituto Português da Juventude. No seu decurso associaram-se ainda ao projeto a AMAVE - Associação de Municípios da Região do Ave e a Câmara Municipal de Valongo.

 

 

 

 

Partilhe/Share